DIÁRIO DA REGIÃO – SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

DIÁRIO DA REGIÃO – SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Peça teatral relembra os embalos da Jovem Guarda

Atores cantam com banda ao vivo no musical que está em cartaz em São Paulo

Francine Moreno

00:48 – São Paulo na década de 60, época em que a Jovem Guarda vivia seu auge. Essa viagem ao passado é o mote do espetáculo teatral “Nos Embalos da Jovem Guarda – Show”, da Companhia Nacional de Teatro Musical, em temporada no Teatro dos Arcos, em São Paulo, às sextas e sábados às 21 horas, até 1 de novembro. Com 70 minutos de duração, o espetáculo vive os bastidores de um programa de auditório com astros e estrelas que interpretam os clássicos sucessos da Jovem Guarda, apresentado por Sílvio Araújo, homenagem à saudosa Silvinha Araújo. No programa ocorrem muitas histórias, contadas a partir de sucessos da década. O elenco, encabeçado por Beto Sargentelli, traz também Bia Freitas, Carlos Sanmartin, Clara Verdier, Daniel Henares, Elle Henriques, Michelle Zampieri, Rafael Pucca e Vânia Canto, com direção geral de Marllos Silva.

Em entrevista ao Diário, o diretor geral Marllos, explica que “Nos Embalos da Jovem Guarda – Show” é um musical que tem como proposta fazer uma viagem ao passado. Não pretende representar fielmente o Programa Jovem Guarda, mas trazer o sentimento que aquelas tardes de domingo representaram. Tanto que os personagens não são os astros da Jovem Guarda. Foram criados personagens fictícios. Todos saídos de sucessos da época, como Bolinha, Lulu e Glorinha da festa do Bolinha, Ana Maria, a moça do biquíni de bolinha, Alfredo da Rua Augusta. “A única exceção é com relação ao apresentador do programa que leva o nome de Sílvio Araujo, a forma que encontramos de fazer uma homenagem a Silvinha Araújo, que morreu enquanto ainda preparávamos o espetáculo.”
Leia a entrevista do diretor Marllos Silva.

Diário – Como surgiu “Nos Embalos da Jovem Guarda – Show”?
Marllos Silva – A proposta da Cia. Nacional de Teatro Musical é produzir espetáculos genuinamente brasileiros. No ano passado, montamos “Nos Embalos da Jovem Guarda”. Era um musical que utilizava 36 músicas e a história foi criada com os personagens das músicas. O espetáculo manteve temporada por dois meses em São Paulo, e serviu de embrião para o surgimento deste espetáculo. Aproveitamos o que deu certo naquela montagem e acrescentamos idéias novas. Nesta montagem tivemos o acréscimo da banda ao vivo, que faz toda a diferença quando se trata de musical. Hoje temos dois espetáculos que falam da Jovem Guarda, mas são totalmente diferentes. São duas formas de abordar o tema.

Diário – O espetáculo mostra muitos personagens e suas várias personalidades. O que eles representam?
Marllos – Nós estamos tentando neste espetáculo representar as pessoas que viveram esta época. Não os astros como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, mas as pessoas como os nossos pais, aquelas que estavam do outro lado dos refletores. Usamos os nossos pais como referência. Usamos a referência que eles nos deram para a construção de cada personagem. Em cada personagem sempre podemos encontrar um pouco do ator. Mas neste caso, além do dedo do ator, existe um pouco dos pais de cada um.

Diário – Com essa fusão de música e teatro, o que o público pode esperar?
Marllos – Diversão e doces lembranças. É um espetáculo muito leve como era a Jovem Guarda. A nossa pretensão é de que as pessoas que viveram esta época façam uma volta no tempo, e as que não viveram possam saber o que perderam.

Diário – O cenário inspirado na Jovem Guarda faz com que o espetáculo ganhe mais vida e características próprias?
Marllos – O cenário é muito simples e não tem referência ao programa Jovem Guarda. As referências foram guardadas para os figurinos e para o texto, e esses detalhes enriquecem o espetáculo de forma incrível.

Diário – Por ser um programa de auditório que acontece na década de 60, o espetáculo tem limite de idade?
Marllos – Nenhum. aliás, quanto maior a diversidade de público, melhor (50% do espetáculo são feitos pelos atores e os outros 50%, pelo público). O clima do público influencia muito no andamento do programa. Já presenciamos famílias inteiras sentadas na mesma fileira se divertindo, e quando falo de famílias estou me referindo da avó até o netinho. Isso tem acontecido constantemente, e é uma delícia quando acabamos ver que todos se divertiram. É um espetáculo para a família. Muitas das músicas que foram sucesso na Jovem Guarda são até hoje regravadas e isso traz um revigoramento para o tema. Elas estão intrínsecas na nossa cultura.

Diário – Vocês pretendem trazer o espetáculo para o interior de São Paulo?
Marllos – Este é um sonho nosso. Gostaríamos muito de levar este espetáculo não só para o Interior, mas para todo o Brasil, afinal a proposta da nossa Cia é produzir espetáculos genuinamente brasileiros, e nada mais justo do que mostrar o Brasil para os brasileiros. O que talvez ainda dificulte o nosso sonho em se tornar realidade seja a falta de patrocínio. Afinal somos uma equipe de mais de 20 pessoas, entre atores, músicos e técnicos. Mas esperamos conseguir em breve viajar.

Diário – Qual é a programação de apresentação do “Nos Embalos da Jovem Guarda – Show”?
Marllos – Este é um grande mistério. Na estréia, tínhamos a pretensão de ficar somente um mês e meio em cartaz. Só que já vamos para o quarto mês. Quem sabe logo mais conseguiremos fazer uma temporada pelo interior de São Paulo? Seria ótimo. É esperar para ver.

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